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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Spanish, English, Cinema e vídeo, Livros



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Espere o melhor,

Prepare-se para o pior

e Aceite o que vier.

(Provérbio Chinês)



- Postado por: Euzinha �s 10h31
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Oieeee

Antes de tudo, eu queria agradecer do fundo do meu coraçãozinho o carinho com que todos vcs me brindaram no dia do meu niver!!!!!

Muitos me ligaram, outros me mandaram Sms, outros escreveram scraps, outros levaram o meu ego  lá pras nuvens com nicks me desejando td de bom no msn, e ainda outros apareceram pra me dar um abraço daqueles bem apertados e beijinhos pra lá de gostosos...

Mas, pra que não pensem que essa semana só vou falar do meu aniversário (rs), deixa eu compartilhar com vcs um texto que recebi como sendo um depoimento da Rita Lee...

"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor.
Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que
usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo.

Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em
cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família
lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha
ou não o selo da honra.
Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais
foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí,
ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o
muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado.
Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico.
O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram
a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo.
Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre e a minha consciência e me fizeram perguntar
que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?

Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar,
escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados
por seguidas cirurgias plásticas.
Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta
das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas
e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.

Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se
adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres;
as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de   auto-estima.

Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura,  na pesquisa
científica, na política, no jornalismo.
E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é
preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista
e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza.Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração
e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais.

Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira
infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para  fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação
ou no parto.

Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes
tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança
e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a
grande articuladora da paz.

E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa.
Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam
o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e
valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura
de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda.
Nem toda brasileira é só bunda."

 



- Postado por: Euzinha �s 16h03
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É Hoje... É Hoje...

Olá...

Como muitos de vcs sabem, hoje estou comemorando 31 aninhos !!!

E, parodiando a Nanda do Vida de Solteira, pra tentar explicar o que sou hj, vou recorrer a minha infância:

Nasci nove meses após a minha primeira vitória... a vitória da vida, afinal entre quase 40 milhões de integrantes daquela corrida, não desisti, dei o melhor de mim e logo meu daddy e minha mammy tiveram a felicidade de saber que estavam grávidos.

Aos 3 meses de gravidez, eles ficaram tristes, receosos com uma possibilidade grande de um aborto, graças a um acidente de carro que minha mãe sofreu (será que vem daqui minha fobia quanto ao ato de dirigir?) a caminho da consulta com o ginecologista... e adivinhem, mais uma vez, eu decidi que desistir não era minha cara... me mantive firme e forte na conquista da VIDA.

E finalmente, numa quarta-feira, fiz minha mammy saber que eu estava pronta pra vir ao mundo... só que como boa preguiçosa (ou seria que vem daí, meu problema com horários?) só resolvi sair do conforto do útero, na quinta as 6:45 da manhã, com 3,4 kgs e 50 cm... prontissima pra receber o carinho da família inteira.

Mas, não pensem que fui um AMORZINHO de criança... porque eu não fui. Desde pequena, fui uma espécie de tiranazinha egoísta... as atenções sempre tinham que ser pra mim, os meus brinquedos eram meus e se algum amiguinho (a) viesse até minha casa, tudo tinha que ser feito à minha maneira... Minha mãe conta que antes de vir pro Brasil (eu cheguei aqui na vespera do meu aniversario de 3), eu recebia 2 menininhas na minha casa, vizinhas nossas, uma da minha idade e a irmã de 4 e, como toda criança, elas amavam brincar com os bibelots da minha mãe e eu, com minha eterna polidez... as proibia de mexer... dizendo... Ahí no se toca...rs

Ao chegar ao Brasil, sem conhecer a língua, me deliciei aprendendo a ler com as revistinhas em quadrinhos do meu papi (Superman, Mulher Maravilha, Batman e por aí vai) e com a ajuda da minha mami aprendi também a somar e diminuir, curti a coleçao de moedas do meu pai e por aí surgiu a curiosidade e logo, já conhecia todas as bandeiras dos países e memorizei todas as capitais e moedas dos mesmos... 06 meses depois já "falava" português e minha mãe (já cansada de meus tantos por quês) me matriculou no maternal. Logo, ficou óbvio que eu não tinha a menor paciência com as brincadeirinhas da turma e fui gentilmente convidada a ir pro Jardim 2. Daí, um ano e meio depois, decidiram que eu deveria ir buscar novos horizontes, que aquela escola já não me ajudaria em nada... só que eu só tinha 4 aninhos...(rs). Meu pai foi pedir uma autorizaçao especial ao MEC e, fui finalmente matriculada na 1a série... era um colégio de freiras, todo certinho, mas com professores realmente bons... só tinha um defeito, éramos obrigadas a fazer aulas de trabalhos manuais (bordado, croche, pintura, e etc). Segui com minha paixão pelos estudos, e sempre orgulhando meus pais com meu boletim, mas como não poderia ser diferente (essa minha instabilidade emocional de pisciana), me cansei... e decidi não estudar mais quando terminei a 7a série.

Meus pais não me deram ouvidos, e me vi obrigada a demonstrar que não estava brincando... consegui durante o 1o semestre tirar 2,0 em Educação Artística e vale dizer que nas outras matérias as notas não eram tao melhores. Minha mãe, numa atitude muito sábia (pelo menos pra mim) resolveu acatar minha vontade e depois de uma longa conversa sobre o fato das mulheres não terem muitas opções na vida, que pra evoluir tinha que estudar sempre, e quem não estudava fatalmente acabaria tendo que se virar como empregada doméstica, e já que minha decisão era não continuar meus estudos, ela ia me ajudar a ser uma ótima empregada... dispensou a mocinha que trabalhava conosco e me colocou no lugar dela... e, (eu assumo que odeio trabalho de casa - lavar, passar, cozinhar não é mesmo a minha praia) em dois dias, decidi que o que eu queria mesmo era realizar o meu sonho de criança.. ser advogada ...rs

E, a partir desse dia, eu voltei a decidir que eu sempre daria o melhor de mim em tudo... e tem sido assim desde então... adotei a Paixão e Persistência na minha vida e não as deixo sair por nada.

Sou daquelas que defendem a família e os amigos com unhas e dentes. Não tenho medo de falar o que sinto. Quando sou boa, sou ótima e quando resolvo ser má, sou melhor ainda. Uma eterna sonhadora, mas com os pés bem no chão pra realizar os meus sonhos. Uma mulher com uma alma de criança. Inconformista. Decidida. Louca. Risonha. Ahh e daquelas que são totalmente tímidas até conhecer a outra pessoa - daí, ninguém mais me aguenta (rs). Romântica assumida. Apaixonadissima pela VIDA. Sempre disposta a conhecer novas pessoas, sem nunca esquecer das que já conheci. Amo conversar pelo telefone. Beijar é tudo de bom. Ler é maravilhoso. Filmes são outra grande paixão. Choro com quase tudo. Me delicio com comida mexicana, italiana e a da Mammy. Viajar é uma delícia. Sou louca pra ter uma filha. Ainda vou escrever meu segundo livro. E, vou amaaaar muiito mais...

Como viram, não sou muiiito boa pra me definir... mas acho que já dá pra vocês terem uma ideia de quem sou e pq estou FELICISSIMA com o dia de hoje... certo?

Entao, juntem-se a mim e comam um pedacinho de bolo comigo....



- Postado por: Euzinha �s 23h18
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*Esse layout � uma cria��o exclusiva de Bruno Maximus*